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6 de mai de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA

Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.

Não há dúvida de que o Brasil necessita de reformas, mas não na ortografia. Temos problemas mais urgentes. Precisamos de reformas na política, na economia, na educação, no judiciário.

Pelo visto, diante da dificuldade de fazer outras reformas, vamos mudar a ortografia. Se resolvermos os problemas do nosso sistema ortográfico, o brasileiro "com certeza" viverá melhor.

Depois vem a unificação: "O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros". A preocupação é com os estrangeiros, na verdade.

A reforma ortográfica já apresenta alguns destaques: fim do acento circunflexo em palavras terminadas em "ôo(s)" e "êem" (abençôo, vôos, crêem, dêem, lêem, vêem); fim do acento agudo nos ditongos "éi", "éu" e "ói" (idéia, troféu, herói); fim do trema (lingüiça, seqüência); fim do acento usado em "pára" (verbo) para diferenciar de "para" (preposição).

Qual a vantagem? O que se ganha com isso?

Querem acabar com o trema, que podemos aprender em um minuto, e ninguém fala do hífen, que nos incomoda durante toda a vida.

E a volta da letra "k". Que alegria! Agora, pode-se escrever sem erro: disk-pizza, disk-chaveiro, disk-borracheiro, disk-sexo...

O alfabeto volta a ter 26 letras. Se as palavras não poderão ter duas grafias, onde iremos usar o "w" e o "y"? É bom lembrar que, em palavras estrangeiras e nos adjetivos e substantivos do português derivados de nomes estrangeiros (kantismo, shakespeareano), o uso do "k", do "w" e do "y" nunca foi proibido.

Até parece que escrevemos mal por culpa do nosso atual sistema ortográfico, o qual aprendemos por memória visual, pelo bom hábito de leitura.

O que nos falta é incentivo à leitura, é melhorar nossas condições de ensino, é remunerar melhor os professores...

Falta é vontade política de se fazer uma real reforma na educação.

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